Penso por peça
penso, logo penso mais um zilhão de vezes. essa é uma grande realidade. de tanto sofrer desse mal involuntário, feito por alguns comandos revolucionários do meu sistema, vivo repleta de ideias e ideais. e sempre me vêem com aquela história de que "você vive num mundo encantado, moça". não, não é bem assim que a banda toca. pensar que as coisas podem dá certo; pensar em fazer as coisas darem certo; saber e fazer as suas escolhas independente dos outros, não é idealizar mundos encantados não, viu? é ter um pouquinho de coragem e dizer: "eu estou aqui, eu sou isso(ou mais ou menos isso)". não sei porque viver atrás das cortinas é mais empolgante do que subir no palco. sim, subir no palco e improvisar. sem ensaios, sem scripts, sem direção. penso nas histórias que poderiam ser contadas, vividas, sentidas, protagonizadas. penso nos fundos musicais que embalariam as danças, nas luzes, no cenário. penso no cartaz, no figurino, na coreografia. penso em tanta coisa que poderia ser dita, cantada, gritada. mas nada é. eu prefiro um bom drama, uma linda comédia, um doce romance, ou tudo junto. recuso os monólogos, mesmo os que me fazem rir, ser plateia não tem sentido algum, garanto. mas nada adianta se na teimosia dos meus pensamentos e fazendo as tais autoconcessões, vou encontrando palcos cada vez mais vazios, ou cheios dele.
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