sou primavera, borboletas no estômago, esse é o meu status. é assim que eu me sinto quando as notícias correm por mim, quando dele falam, quando dele deixam de falar. não, ainda não me acostumei, e sei que só vou acostumar quando puder encará-lo de pé. daqui não dá, sozinha não dá, me falta mão, me falta ar. não ar de apaixonada, falta-me ar de egoísta que eu sou. de querer pra mim, sem me doar em troca, de poder ser feliz longe e ele não ter esse direito. - que feiura isso, que desencanto. como falar assim, de um sentimento tão puro? - é porque, moça, às vezes nós somos empurrados na fila dos humanos demais, imediatistas demais, enganados demais. mas para dar logo um fim nessa conversa - sem coração e sem alma - deixa-me com as minhas borboletas trancafiadas, um dia elas vão saber passear noutros jardins. no dia que um novo jardineiro chegar, no dia.
deixa o novo jardineiro chegar, deixa ele cuidar das flores do seu jardim.
deixa ele podar os galhos secos, deixa ele colher algumas flores, que mal há nisso?
todos nós temos pólen e também temos espinhos. há quem arrisque uns arranhões por nosso cheiro, há!
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