segunda-feira, 10 de setembro de 2012

quando eu vi a xícara estava sobre a mesa. e era um sinal, o meu sinal para ele. e assim ele passou a voltar todos os dias, pulava a janela, puxava uma cadeira, uma conversa, arrancava sorrisos. o tempo passou, a xícara continuou sobre a mesa, e eu acabei esquecendo dos biscoitos, dos chás e dos papéis borrados de adeus. a janela agora está sempre aberta e ele, cada vez mais, puxa a sua cadeira pra perto de mim.

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