Reação
sabe zé, no fundo, no fundo eu ainda não sei quem desistiu primeiro de nós. fica aqui, miúda, uma clara noção de que as coisas dariam certo, se ao menos tentássemos antes do fim. um aperto de mão, um abraço prorrogado, um sorriso roubado, um beijo colado, qualquer coisa antes de findar. a distância, zé, ensina a reconhecer paz nas manhãs, reensina o tempo exercer mudanças. lembras, zé, da história que um dia lhe contei sobre amor e a paixão, o motor e a gasolina? o motor fica. permanece intacto, seguro de si, de sua potência, de seu desempenho. a gasolina não, essa foi queimando, gasta, mesmo que singelamente. acabou. sem reabastecer, nada resta. friso bem o re de abastecer, não ré de ir pra trás, de voltar ao passado. falo do re de recomeçar, de reinventar, de reascender. todo motor e toda gasolina precisam de uma ré pra ir pra frente, cabe aqui um certo paradoxo; e cabe também o seu reencontro com essas minhas palavras que hoje, honestamente, andam para trás.
adorei a metáfora, e o jogo de palavras, inclusive no título. Ficou lindo =)
ResponderExcluirObrigada, Bruna :)
Excluirmuito lindo! pudi sentir cada palavra *-*
ResponderExcluirobrigada Mila, talvez seja esse o segredo delas: o sentir.
ExcluirBeijão.