quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Castelos de areia



Queria botar você no colo, dizer que vai passar, que é só mais uma fase ruim, queria lembrar-te de tua beleza, da quantidade de gente que adoraria ver o brilho do seu sorriso, mas ainda não tiveram a chance de lhe encontrar. queria lhe contar que o mundo é grande, se grande forem os nossos sonhos, então sonharemos. faremos castelos de areia, efêmeros, então construiremos outros castelos. teremos histórias para contar, diremos um dia no futuro, que o nosso passado não se resumiu a pedras em cima de pedras, e sim a inúmeros castelinhos espalhados por praias entre marés. contar, moça, que quando percebíamos que um castelo começava a ruir, eu, nós, íamos lá e tentávamos cuidar dele, fazíamos os tais remendos clichês, algumas vezes sem sucesso, eis que ninguém pode conter a força da água do mar para sempre, ai  mais uma vez éramos forçados a construir em outro lugar, pelo menos até a maré ficar mansa novamente. assim, entre construções e construções, fomos aprendendo a lidar com as intempéries do tempo, com a força do vento.   e hoje, estando nós em um futuro liberto,  vivemos em castelos, ainda de areia, seguros para o nosso coração.

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