quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ecoou a vila



E de lá, da praça do velho riacho, seguiram-se os carros rumo à vila. pares de olhos vidrados, pescando cada instante, experimentando a descoberta. adentrando na mata, seguindo coqueiros, mangueiras, um riacho que corre mansinho por detrás das casas, das palhas, do bananal. E foi ali, na velha estrada a mesma que acompanha o velho rio que não transborda mais água, mas que transborda todas as histórias que a vovó tem a contar. ali, entre o sobe e desce, o caminho se borda e nos aponta a porteira. eis que chegamos, a vila dos ecos que queríamos escutar. um tanto foi pensando, discutido, proposto; mas nada comparável ao in loco, ao close na imagem, ao apalpar conhecimento. na casa-varanda foram contados os planos, os desejos, os caminhos que trouxeram até ali. o que cabe ou deixa de caber na vila e tudo mais que os guia, dito de uma maneira informal, deixando o verde do vale e as cores da mata adentrar na conversa. talvez tenha sido pouco tempo para tudo captar, mas a filosofia do bem estar com a natureza, do respeito ao próximo e as gerações futuras, marcou em nós o seu lugar. entender que pequenos gestos e bastante vontade podem sim, fazer alguma diferença. saber que em meio a tanta efemeridade da vida contemporânea, tem gente pensando em abrandar o tempo, tratar os dias e a vida com o carinho de um abraço demorado. sustentar o sonho de uma vida amena, desfrutar a sombra das árvores e das conversas no fim de tarde.




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