'Coisa engraçada essa de catar estrelas', pensou a moça enquanto bebericava o sopro do vento. Da posição que estava(quase que pra fora) na janela, dava pra ver muito bem o céu daquela noite primaveril. As palhas dos coqueiros pareciam está em coreografia, assim como a amendoeira, a craibeira, a palmeira... A valsa da noite, embalada pelo ritmo orquestrado das ondas do mar, e que mar! Ele que reflete as estrelas e os olhares, redentor dos sonhos, planos, segredos. o mar é cúmplice, nesta história. Seu balanço, tantas vezes colo, faz ninar. Água mansa, areia quentinha, pés descalços, olhos contemplam o infinito. assim como a alma, o mar não tem fronteiras. Agora noite serena, banhada numa calmaria que me faz querer ficar. ficar, como criança em parque de diversão, como abelha na flor. É doce, essa noite que adentra meu mundo, trazendo centenas de estrelas para pendurar no meu varal dos encantos. Janela aberta, noite, invade.
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